18 de março de 2011

CERBCAA/PE INICIA EM TABIRA A PRIMEIRA OFICINA DO PROJETO DE VALORIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA.



A Prefeitura de Tabira por intermédio da Secretaria de Juventude e Meio Ambiente em parceria com o COMITÊ ESTADUAL DA RESERVA DA BIOSFERA DA CAATINGA DE PERNAMBUCO-CERBCAA-PE, realizou nos dias 16 e 17 de março de 2011, no Pólo de Educação a Distância de Tabira,três oficinas muito importante sobre o Bioma Caatinga. Foram convidados 20 participantes representando diversas entidades, com especialidade para o setor da educação e dos grupos organizados. As palestras nas oficinas ficaram a cargo do Mestre em Política de Gestão Ambiental, Elcio Alves de Barros e Silva (IPA), Coordenador do CERBCAA/PE, que discorreu sobre A questão Ambiental, A Política e o Sistema Nacional do Meio Ambiente, o Sistema de Licenciamento Ambiental, A legislação Ambiental, As constituições do Brasil e dos Estados, Avaliação dos Impactos Ambientais, Objetivos do EIA, Áreas de Aplicação e Audiências Públicas. A Doutora em Botânica Rita de Cássia Araújo Pereira (IPA) discorreu sobre o tema “A Flora da Caatinga” trazendo muitas informações importantes sobre a realidade das nossas plantas nativas e exóticas. A terceira palestrante foi a Doutora em Psicobiologia da UAST\URFPE, Ednilza Cavalcanti, que “fechou com chave de ouro” estas oficinas mostrando as diversas espécies de peixes, anfíbios, aves e mamíferos que são desta rica região do Brasil. No final das oficinas foram escolhidos os representantes de Tabira que irão participar dos encontros que ocorrerão em 17 municípios do Pajeú para a criação do I Subcomitê da Caatinga de Pernambuco. São eles: Sandro Ferreira - Secretário de Juventude e Meio Ambiente, Daniela Melo - Professora, Jeorge Marques Ferreira - Apicutor, Diogo Alexandre - Agricultura Familiar. Suplentes: Aleide Vasconcelos - Técnica do IPA e Marcelo Rodrigues - Servidor Público e Presidente da Associação do Sítio Pocinhos dos Nunes. Os vinte participantes serão multiplicadores dessa oficina. O Vice Prefeito Joel Mariano visitou o evento representando o Governo em nome do Prefeito Dinca levando o apoio às oficinas. NO NOVO TEMPO É ASSIM:“CONHECER PARA DEFENDER” É A PALAVRA CHAVE SOBRE O NOSSO BIOMA CAATINGA. O Coordenador das próximas Oficinas do Projeto de Valorização do Bioma Caatinga será Alípio Carvalho Filho, da ONG EMA.

(Fonte: Assessoria de Imprensa - Municipio de Tabira)

16 de março de 2011

O fantástico mundo da Caatinga.


Na medida em que entendemos um pouco do que é a caatinga, nós conseguimos desvendar até mesmo certos mistérios da evolução do nosso planeta.










Esta semana o Programa Globo Rural contou história do local que conserva tesouros naturais incríveis.


A Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Pampas não são só brasileiros, mas há um importante bioma que é só nosso, que não existe nos países vizinhos. É a caatinga, o principal bioma do sertão nordestino.
O Globo Rural percorreu milhares de quilômetros para contar a história desse lugar que conserva tesouros naturais incríveis. Na medida em que entendemos um pouco do que é a caatinga, nós conseguimos desvendar até mesmo certos mistérios da evolução do nosso planeta.Mata branca ou na linguagem dos índios tupis, caatinga. Esse é o único bioma exclusivamente brasileiro. Lugar onde as chuvas são poucas e concentradas em quatro, cinco meses do ano. Durante todo o período seco, as plantas da caatinga ficam praticamente sem folhas. Uma floresta de galhos retorcidos, espinhos, aparentemente pobre em biodiversidade.
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Todo ano, quase três mil hectares de vegetação nativa viram lenha Na Paraíba, agricultores encaram o desafio de produzir e preservar. Agroecologia traz renda e qualidade de vida para assentados. Logo depois das primeiras chuvas, com pouca água, as plantas que pareciam mortas, renascem e a gente consegue enxergar a riqueza e a diversidade de espécies que compõem a caatinga.
Para conhecer melhor esse bioma, o Globo Rural visitou o semiárido nordestino em duas épocas bem distintas: o período seco, entre outubro e novembro de 2010; e a estação das chuvas, no começo de 2011. Quatro estados foram percorridos: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.Na primeira parada, começamos a entender como essa região se formou. Para isso, o programa chegou a Crato, no sul do Ceará.A Chapada do Araripe é uma formação que ocupa parte dos estados do Ceará, Piauí, Pernambuco e Paraíba. Há milhões de anos esse lugar guarda um tesouro geológico: uma incomparável quantidade de fósseis, que são restos de animais e vegetais incrustados nas rochas. Para conservá-los, em 2006 foi criado o primeiro Geopark das Américas, dirigido pelo biólogo Álamo Saraiva. “Geopark é um programa da Unesco, que tem como objetivo principal a preservação de áreas de interesse geológico”.Essa história começa há mais de 100 milhões de anos, quando África e América formavam um único continente. A separação aconteceu por causa da movimentação de porções da crosta terrestre, as chamadas placas tectônicas.Na divisão dos territórios, houve um rebaixamento dessa área e grandes lagos se formaram. Mais tarde, houve o suroerguimento, o levantamento desses lagos. O sedimento que estava no fundo aflorou, dando origem à chamada bacia sedimentar do Araripe.

“Como o período era também chamado de aquecimento global esse lado estava secando”, diz o doutor Idalécio Freitas. Ele é geólogo do parque e explica que esse paredão conserva os registros dos períodos de chuva e de seca, dos últimos 110 milhões de anos. “Esse níveis mais escuros que vemos no calcário são relativos ao período mais úmido, com um pouco de matéria orgânica. Os riscos mais claros, períodos mais secos, de pouca chuva”.
As áreas demarcadas pelo parque são os geossítios. Um que fica em Santana do Cariri, no meio de uma área de extração comercial de pedras, as lajotinhas usadas como piso e revestimento que conservam muito mais do que dados climáticos. “Aqui tem exemplo de alguns seres que se encontravam dentro do lago, habitavam o lago ou viviam no entorno dele. A gente encontrava muitos peixes e muitos restos vegetais, mostrando que naquela época, a gente já tinha uma vegetação que ocupava um nicho da caatinga. A maior parte da vegetação era composta pelo grupo dos pinheiros, araucariáceas, vegetação que encontramos no Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul”, disse Álamo Saraiva.
A poucos quilômetros, outro geossítio espetacular. Um lugar onde dentro de toda pedra tem um peixe fossilizado. “Nós estamos na lama do que sobrou do fundo de um lago sobre influência marinha, ou seja, era um ambiente de água salgada. Toda pedra dessa, chamada de concreção, tem um peixe, porque foi ele que fez a formação dessa concreção. Se a gente abrir,dá para ver o olho preservado, a coluna, a espinha do peixe. Uma das características dos fósseis da Bacia do Araripe é manter o sentido tridimensional da peça e o tecido mole preservado, então vemos coluna vertebral e costelas, mas dá para ver estruturas minúsculas de pele, raias na cauda, as nadadeiras, tudo fica preservado”.
Para comprovar o que diz, Doutor Álamo abre mais uma pedra e vemos mais um peixe fossilizado. “Tem um ditado que diz que cada enxadada é uma minhoca. Aqui seria, cada enxadada é um fóssil”.As melhores peças coletadas, estão reunidas no Museu da Universidade Regional do Cariri, localizado em Santana.Em uma sala, uma coleção de troncos fossilizados. Parece madeira, mas é tudo rocha. No acervo de plantas ainda têm pinha pré-histórica, folhas, galhos e os primeiros registros de plantas capazes de produzir frutos.Na coleção de insetos, abelhas, vespas e uma libélula, que de tão bem preservada, virou símbolo do museu. “A gente teve aqui uma explosão de insetos principalmente do grupo das abelhas, marimbondos, e também dos dependentes que têm uma ligação direta das plantas com flores. Eles são polinizadores”.Muitos fósseis são bem parecidos com seus descendentes atuais. Caso dos escorpiões, aranhas, pererecas, tartarugas... E as conchinhas que só aparecem onde já teve água salgada.Uma cena surpreendente: um peixão que morreu entalado tentando engolir outro e acabou fossilizado. “De uma maneira geral, entre micro e macro fósseis, já conseguimos descrever perto de 500 espécies. Muita coisa ainda tem para ser descoberta e muito mistério ainda vai ser desvendado”, finalizou Álamo.

(Fonte: Globo Rural)

26 de fevereiro de 2011

Implantação da UC de Serra Talhada é discutida na XX Reunião do Comitê da Caatinga.



O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga (CERBCAA-PE) realizou na última quinta-feira(24.02), na sala de reuniões do IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco, em Recife (PE), sua XX Reunião Ordinária. Participaram da reunião 10 técnicos representantes da Codevasf, IPA, ICMbio, SEMAS, ASPAN,DNOCS/Apime, Prorural/Apime e Ong EMA.
O evento foi conduzido pelo Coordenador do CERBCAA/PE, Elcio Alves de Barros, que deu as boas vindas aos presentes e convidou a analista ambiental da SEMAS - Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marilourdes Guedes, para uma apresentação sobre os estudos e análises para criação da UC de Serra Talhada (PE). Outros assuntos abordados na reunião foram o projeto Valorização do Bioma Caatinga, que contemplará 17 municípios da Região do Pajeú e a implantação do primeiro sub-comitê da Caatinga e os preparativos para a comemoração do Dia Nacional da Caatinga, que será realizado no dia 28 de abril, provavelmente nas cidade de Serra Talhada ou Triunfo em Pernambuco.

18 de janeiro de 2011

As águas poluídas em áreas de caatinga no Nordeste.

Nesta fotografia podemos ver a água escura de um riacho da caatinga.
A fotografia foi obtida no dia 22 de janeiro de 2004 no município de Petrolina, PE.


A água por natureza não pode ter cor, cheiro ou sabor, contudo quando ocorre às enxurradas em córregos, ribeirões e rios da caatinga, normalmente a água apresenta uma coloração barrenta. Essa coloração ocorre em função das partículas do solo em suspensão, principalmente logo após as chuvas torrenciais que levam terra para assorear os rios e riachos. Assim, logo que ocorrem chuvas, pode-se ver essa água barrenta que também é chamada pelos agricultores de água nova. Por outro lado, alguns pequenos riachos da caatinga que cortam as áreas de irrigação no município de Petrolina, PE não apresentam mais essa característica, pois quando essa água encontra as lagoas formadas pela drenagem das áreas irrigadas toma a coloração escura, turva, esverdeada. Essa tonalidade pode ser em função do uso excessivo de matéria orgânica, fertilizantes e defensivos agrícolas nas áreas de irrigação.

19 de outubro de 2010

O manejo da caatinga

Foto: Edilton Araújo



Por Ricardo Braga (*)

A caatinga é o único bioma exclusivamente nordestino, não ocorrendo em qualquer outro lugar do mundo. Isso significa que, se não cuidarmos dela, dificilmente outros cuidarão. A partir de estudos mais recentes, tem-se evidenciada a sua importância em biodiversidade, não se constituindo meramente em uma uniforme “mata branca”, mas de múltiplos ecossistemas e fisionomias vegetacionais, que guardam espécies endêmicas e muitas delas ameaçadas de extinção.

Mas, desde muito tempo, a vegetação de caatinga é conhecida do sertanejo, sendo sua companheira e auxiliar na sobrevivência no semiárido, produzindo alimentos, forragem para o gado, produtos madeireiros e disponibilizando uma vital fonte energética, tanto para consumo doméstico quanto para atividades produtivas.

Mesmo diante do entendimento mais amplo da sua importância, as pressões que a levam à destruição continuam a ocorrer. São os fornos das olarias, casas de farinha, padarias, churrascarias e calcinadoras de gesso, essas na região do Araripe. O consumo de lenha e carvão continua a ter predominante participação na matriz energética do semiárido nordestino. Para mudar esta base energética, será preciso disponibilizar novas fontes de energia, necessariamente mais limpas e que, ao mesmo tempo, não sejam socialmente excludentes.


A vegetação de caatinga tem um porte geralmente baixo e apresenta enorme capacidade de rebrotar quando cortados e reagem rapidamente às primeiras chuvas


Porém, quando se pensa em exploração florestal, para fins energéticos ou não, tem-se uma profunda desconfiança sobre os seus resultados ambientais, nada sustentáveis. Motivos não faltam para essa descrença. Primeiro, o Brasil não tem tradição de manejo florestal de vegetação nativa, sendo comuns o desmate e a imediata substituição do uso da terra, sem possibilitar a recomposição da vegetação original. Segundo, as experiências vindas da Amazônia e da Mata Atlântica ou são muito incipientes ou foram negativas.

Assim, é preciso vencer essa desconfiança e atuar em bases técnicas seguras e com monitoramento das novas experiências que estão surgindo no semiárido, com manejo de caatinga na região de beneficiamento da gipsita.

A vegetação de caatinga tem um porte geralmente baixo, mas com uma grande quantidade de indivíduos arbóreos, que apresentam enorme capacidade de rebrotar quando cortados e reagem rapidamente às primeiras chuvas. Segundo os especialistas, uma vegetação cortada leva de 9 a 14 anos para voltar ao porte original, inclusive em biomassa. Isso evidencia forte resiliência, ou capacidade de autoafirmação biológica, embora seja esperado um empobrecimento gradativo da biodiversidade se não forem tomados cuidados que minimizem esse efeito adverso.

Por isso, o manejo não deve ser realizado em áreas de preservação e, sim, onde é legalmente aceitável se desmatar para fazer agricultura ou pecuária. Nesse caso, o ganho com o manejo é evidente porque manteria a vegetação de caatinga, mesmo que em processo de explotação.

Além disso, essa vegetação é forte manancial para produtos não madeireiros, como frutos para produção de polpa, geleia, compota, doce, ou mesmo in natura (umbu, caju e murici); para fabrico de artesanato, como aqueles com fibra do caruá, em bolsas, cintos e jogos de mesa; para produção de biojóias, como brincos, colares, pulseiras, arranjos em sandálias e chaveiros; e ainda, para usos medicinais, como em sabonetes, xaropes naturais, hidratantes e cremes.

O segredo, portanto, é encontrar o ponto de equilíbrio, que leve à sustentabilidade ecológica, econômica e social no bioma caatinga. Isso não exclui sequer o plantio e manejo de árvores exóticas, que também podem ser fonte energética, desde que isso não implique em mais desmatamentos de nativas.
Fonte: JC Online
(*) RICARDO BRAGA é ambientalista, professor da UFPE e ex-secretário executivo de Meio Ambiente de Pernambuco. E-mail: ricardobraga.jc@gmail.com

11 de outubro de 2010

RPPN Pedra do Cachorro é vistoriada para ser o primeiro Posto Avançado na Caatinga em Pernambuco.



A Pedra do Cachorro pode se transformar no primeiro Posto Avançado
da Caatinga no Estado de Pernambuco
O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA-PE, encaminhou no dia 26 de fevereiro de 2009, proposta de criação do primeiro Posto Avançado da reserva da Biosfera da Caatinga em Pernambuco à direção do Conselho Nacional da RBCAA. A entidade indicada foi a Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra do Cachorro (foto acima), no município de São Caetano, de propriedade do Senhor Raimundo Guaracy Cardoso. A RPPN Pedra do Cachorro recebeu este titulo em 2001 e desenvolve ações de preservação da natureza, educação ambiental e eco-turismo. A expectativa do Comitê é de que o CNRBCAA conceda o titulo de Posto Avançado, após a visita técnica da Professora Maria de Pompéia Coêlho a Pedra do Cachorro no último dia 07 de outubro (quinta-feira). Postos Avançados (PA) são centros, locais físicos ou instituições, contidos total ou parcialmente dentro do perímetro da RBCA, onde acontecem regularmente pelo menos duas das suas funções:· A proteção da biodiversidade,· O desenvolvimento sustentável, e· O conhecimento científico,servindo como instrumento para a implantação e difusão dos conceitos e princípios da RBCA. Os Postos Avançados da Reserva da Biosfera da Caatinga têm como característica:· Ser um centro ou Instituição, um local ou uma área, contida total ou parcialmente dentro do perímetro da RBCA.· Ser Instituição pública ou privada que desenvolva suas atividades há no mínimo dois anos.· Desenvolver regularmente, pelo menos duas das três funções básicas das Reservas da Biosfera: proteção da biodiversidade, desenvolvimento sustentável, e conhecimento científico.· Ser um instrumento de implantação da Reserva da Biosfera, no qual sejam experimentados e praticados os princípios das RB’s.· Possuir sede física onde serão disponibilizadas informações e documentação sobre a Reserva da Biosfera da Caatinga.
Leia mais em: Reserva Particular do Patrimônio Natural