A expedição do Aventura Selvagem é na caatinga da Paraíba. Esse bioma esquecido é moradia de bichos fortes e rústicos. Animais que lutam pela sobrevivência num lugar quente, onde a seca dura praticamente o ano todo. Apesar disso, a vegetação é rica em plantas medicinais, muitas vezes utilizadas pelo sertanejo como único recurso para a cura de problemas de saúde.
7 de setembro de 2010
Caatinga: ambiente dos fortes!
A expedição do Aventura Selvagem é na caatinga da Paraíba. Esse bioma esquecido é moradia de bichos fortes e rústicos. Animais que lutam pela sobrevivência num lugar quente, onde a seca dura praticamente o ano todo. Apesar disso, a vegetação é rica em plantas medicinais, muitas vezes utilizadas pelo sertanejo como único recurso para a cura de problemas de saúde.
1 de setembro de 2010
O Comitê Estadual da Caatinga realiza sua XIX Reunião Ordinária na CPRH em Recife (PE)
Hélio Gurgel, Carla Marcon, Elcio Barros e Marcelo TeixeiraHélio Gurgel falou sobre as atribuições da CPRH, enfatizando os cuidados que a Agência vem empreendendo na busca pela preservação da caatinga, além de destacar a importância desse bioma no meio ambiente. "A nossa preocupação data de muito tempo. É um elemento atávico porque, de alguma forma, temos nossas raízes na caatinga. A busca pelo desenvolvimento com enfoque nessa preservação é uma questão crucial e isso nos traz a certeza de que somente políticas adequadas podem trazer resultados positivos para o bioma, não apenas em Pernambuco, como também em todo o Nordeste", pontuou.
O evento foi conduzido pelo secretário executivo do Comitê, Marcelo Teixeira, e pelo coordenador Elcio Barros, que elogiou o trabalho que vem sendo realizado pela atual gestão do órgão ambiental no Estado. "A CPRH é uma parceira para alcançarmos nosso objetivo de lutar pela preservação da caatinga", disse. Em seguida, o secretário executivo procedeu a leitura da Ata, que foi aprovada por unanimidade pelos membros do conselho.
Houve ainda a apresentação de uma palestra com enfoque nas ações do ICMbio, proferida pela coordenadora regional (CR 6) do Instituto Chico Mendes (ICMbio), Carla Marcon. Ela fez uma explanação sobre a atuação do instituto e as ações realizadas com sucesso, além de enfocar a situação das unidades de conservação federais.
Outro assunto abordado na reunião foi o Projeto de Valorização do Bioma Caatinga, que será iniciado na próxima semana. O projeto consiste no desenvolvimento de ações de Educação Ambiental em 17 municípios da Região do Pajeú, atendendo aos professores das redes municipal e estadual de ensino, além de ambientalistas. As atividades vão ocorrer em três meses e, após esse período, será instituído o primeiro subcomitê do bioma da caatinga. O objetivo é promover mais visibilidade e multiplicar o número de pessoas envolvidas nessa questão. Dessa forma, as ações do comitê para a preservação do bioma serão ainda mais fortalecidas, contando com efetiva participação da CPRH.
(Fonte: Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental/CPRH)
27 de agosto de 2010
O VALE DO CATIMBAU.
Ótima reportagem da Rede Globo feita por Francisco José sobre o Vale do Catimbau. Neste Vale são mais de 90 mil hectares que abrigam cavernas, canyons, vegetação nativa de caatinga e importantes sítios arqueológicos.
Região de caatinga, com grande biodiversidade, localizada a 295 km do Recife, com extensos paredões de granito, abriga várias cavernas, canyons e sítios arqueológicos com inscrições rupestres. É um importante patrimônio cultural e natural esculpido pela Natureza há mais de 150 milhões de anos.
A região do Vale do Catimbau se estende entre os municípios de Buíque, Tupanatinga, Inajá e Ibimirim, no Sertão do Moxotó, tem 90 mil hectares e está em processo de transformação, por parte do governo federal, em Unidade de Conservação de Proteção Integral. Será o segundo maior parque arqueológico do Brasil, ficando atrás apenas da Serra do Capivara, no Piauí.
O Vale abriga 23 sítios arqueológicos com grafismos rupestres já catalogados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, de acordo com pesquisas realizadas pelo arqueólogo Marcos Albuquerque, da Universidade Federal de Pernambuco, a presença humana na região é datada de seis mil anos.
Entre os sítios arqueológicos do Vale, um dos mais importantes é o de Alcobaça, localizado a 20 km da sede do município de Buíque. Situado em um paredão rochoso, este sítio tem configuração de um anfiteatro, onde foram encontradas pinturas rupestres ocupando uma área de 50 metros de extensão por largura que varia de dois a três metros.
Os grafismos, de acordo com estudos de Gislane Rocha, Fabiano Brito e Paulo Roberto Gouveia, foram feitos por diversos grupos étnicos que viveram na região em épocas diferentes e utilizaram várias técnicas de pintura.
No Vale, ainda vivem remanescentes de tribos indígenas. E uma outra grande riqueza da região é a extensa reserva de vegetação típica de caatinga, característica do semi-árido nordestino.
São pequenas árvores retorcidas, geralmente espinhosas, de aspecto seco, raízes muito desenvolvidas, grossas e penetrantes. Durante a estação seca, essas árvores perdem as folhas, para melhor resistir à estiagem, retomando seu verde logo com a primeira chuva.
(Fonte: Vale do Catimbau)
23 de agosto de 2010
Devastação controlável
A Região Nordeste corre grande risco de virar deserto.
A colunista ressalta que o país se descuida com a caatinga.
As conferências, os debates e as informações difundidas no evento com duração de uma semana serviram, também, para um confronto sobre os avanços conseguidos nas questões da natureza e o infinito de problemas ainda pendentes.
De todo modo, não deixam de ser significativas as proposições incorporadas ao documento final da cúpula do meio ambiente, de modo especial, a ideia de formação de uma parceria entre os países dotados de grandes regiões semiáridas no Planeta.
A aliança, comprometendo os líderes governamentais engajados no esforço pelo desenvolvimento dessas áreas, visaria à geração de meios para a sobrevivência das populações submetidas às severas mudanças climáticas previstas para os próximos anos, com sinais antecipados visíveis.
Um estudo do Ministério do Meio Ambiente, difundido na Conferência, mostrou a devastação do semiárido brasileiro, da ordem de 0,4% de sua área, a cada ano. Como 11% do território nacional são constituídos por terras áridas, a destruição ganha proporções preocupantes.
Para os especialistas da Embrapa, há necessidade de se identificar quais são os reflexos causados do bioma Caatinga, seus fatores característicos, com baixos teores naturais, baixa capacidade de retenção de água e aumento dos efeitos da entropia nesses sistemas.
O processo de degradação das terras secas alcança mais de 20 milhões de hectares, 62%dos quais classificados como situados em intenso desmonte ambiental. O Ceará integra os núcleos mais afetados com Irauçuba; Pernambuco, com Cabrobó; o Piauí, com Gilbués; e o Rio Grande do Norte, com o Seridó. A reversão desse processo exige mudanças comportamentais, investimentos públicos constantes e modificação nos sistemas produtivos, a partir da recuperação dos solos.
A convenção internacional do clima, entre muitos ganhos, antecipou as preocupações dos especialistas com o futuro próximo. Para a comunidade científica, os efeitos das mudanças climáticas, embora afetem todas as regiões do mundo, serão mais graves nas terras áridas e semiáridas por atingirem a produção.
Com certeza, elas irão alimentar conflitos, aumentar os fluxos migratórios e provocar novas enfermidades.
O Ceará comprovou, na prática, como intervir nesse universo de incertezas. O Estado expôs uma proposta de formulação do Fundo Estadual de Combate à Desertificação, para congregar recursos de variadas fontes destinados a financiar ações no seu território, quase totalmente dominado pela aridez.
O certame internacional revelou perspectivas sombrias para o meio ambiente, começando pelas transformações ditadas pelo clima. Entretanto, a presença dos organismos multilaterais e das agências internacionais de financiamento sugere o emprego de recursos tecnológicos já desenvolvidos para mudar as feições das terras calcinadas. Agora, os governantes, a academia e os especialistas precisam colocar em prática as soluções para atenuar o agravamento das secas.
Mudanças climáticas agravam seca no Nordeste e criam quatro desertos na região.
Marcado nos últimos meses por temporais, enchentes e tremores de terra, o Nordeste sofre com um mal silencioso que pode causar prejuízos ainda mais sérios à população que mora no semiárido: a desertificação. O processo atinge oito dos nove Estados da região, além do norte de Minas Gerais. (Carlos Madeiro - Especial para o UOL Notícias )(Fonte: por João Suassuna — Última modificação 20/08/2010 11:55 - REMA)
19 de agosto de 2010
Semiárido sofre os efeitos da mudança climática.Parte do Nordeste corre risco de virar deserto.
O semiárido nordestino é região de chuva escassa. Mas as mudanças no clima têm causado um desequilíbrio. Os cientistas de 100 países sabem que o local sofrerá mais com o aquecimento global.Os cientistas estão preocupados: o Sertão não vai virar mar, pode virar deserto. No ano passado, estive na Inglaterra, visitando o Inpe deles, e vi análises sobre cada região do Brasil. E o diagnóstico é definitivo: a região mais frágil do país é exatamente o semiárido nordestino. Como outras áreas do mundo com as mesmas características, corre o risco de virar deserto.
O Brasil tem se descuidado da caatinga, acha que não vale ser protegida. De 2003 a 2008, foram destruídos 16,5 mil km² só nessa região, isso equivale a 10 vezes a cidade de São Paulo. É muito forte o ritmo do desmatamento.
O que os cientistas dizem é que é preciso, para áreas como essas, fazer programas de adaptação, porque alguns pontos não poderão ser revertidos. Tem que proteger, fazer o possível para prevenir e adaptar as populações locais. Por isso, que se fala na criação de um fundo internacional que vai proteger essas regiões, as mais fragilizadas nesse cenário de mudança climática.